[F]- Série EFQ- Capítulo 5-A Renascença e o Início da Física Clássica… “Assim na Terra como nos Céus…”


 Agora vamos dar um salto de muitos anos, para o século XVII, período conhecido como Renascença… Mas antes vamos falar rapidamente sobre um dos maiores filósofos cujas idéias iriam perdurar por mais de 1500 anos…

Aristóteles

Aristóteles foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande.  Seus escritos abrangem diversos assuntos como: a Física, a Metafísica, as Leis da Poesia e do Drama, a Música, a Lógica, a Retórica, o Governo, a Ética, a Biologia e a Zoologia.  Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um  dos fundadores da Filosofia Ocidental.

Na Física, suas ideias, bases para um “modelo de Universo”, perduraram durante toda a Idade Média até o Renascimento, quando foram substituidas pelas de Sir Isaac Newton e Galileu Galilei. As ideias de Aristóteles influenciaram também a Teologia Cristã, em especial a Igreja Católica. Por isso muitos cientistas que se opunham às ideias de Aristóteles foram perseguidos pela Igreja.

Assim na Terra como nos Céus…

À partir de observações da natureza, percebeu-se que era necessária uma nova linguagem, uma nova filosofia para descrever os fenômenos naturais. Essa nova filosofia foi dada por Galileu e Newton, mas vamos entender melhor:

Segundo Aristóteles haviam duas espécies de movimento: A dos corpos Terrestres e dos corpos Celestes. O céu era constituído de duas esferas concêntricas, a da Lua como sendo a de raio menor e a das estrelas como de raio maior. E a Terra parada no centro das esferas.


Tudo o que estivesse abaixo da esfera da Lua era fadado à corrupção, e os movimentos obedeceriam a certas leis. Tudo o que estivesse acima da esfera da Lua, teria um movimento regular, produzido pela vontade de Deus. Além da esfera das estrelas fixas (chamada de Primium Mobile) não haveria movimento, nem tempo, nem lugar.

Apesar de “bonito”, esse modelo não funcionava nada bem, sempre apareciam muitos problemas e recorriam-se a diversas correções e à inclusão de novas conjecturas para tentar “salvar o modelo”. Essas manobras ficaram conhecidas como “Salvar as Aparências”.

Com tantos problemas surgindo, foi necessário o abandono do modelo aristotélico e a formulação de um novo sistema para o mundo. Esse novo sistema teve a participação primordial de um italiano chamado Galileu Galilei.

A primeira medida foi abandonar a ideia de que existiam leis diferentes para regiões diferentes. As leis deveriam ser universais, tanto na Terra como nos Céus. O espaço agora passa a ser infinito, identificado com a Geometria Euclidiana. O movimento e o repouso agora são considerados estados equivalentes. (Para pessoas com inclinação matemática, aqui ocorre a unificação simbolizada pelo grupo de Galileu).

Em 1543, Nicolau Copérnico tirou a Terra do centro do universo e a lançou no espaço. (A partir daí passamos a ser um mero planetinha girando em torno do Sol, em um braço da Galáxia, [na região mais brega da borda ocidental da Galáxia, para os amantes de Douglas Adams], em meio a outras milhões de galáxias).
Entre 1609 e 1619, Kepler formula as Leis de Movimento dos Corpos Celestes e põe um ponto final nas esferas de Aristóteles.
Ainda em 1609, Galileu observa o céu com um telescópio (que ele aprimorou ) e observa que os corpos celestes não eram perfeitos como previu Aristóteles; as Luas tinham crateras, montanhas. Além disso, observou 4 luas de Júpiter ( Chamadas de Luas Galileanas), que não eram previstas no modelo de Aristóteles.

“Fico empolgado só de pensar como deve ter sido essa época, vários paradigmas sendo quebrados, um mundo novo se abrindo aos olhos da humanidade… mas voltando à nossa história…”

Galileu descobriu também a lei de Queda Livre dos Corpos (em que todos os corpos caem com a mesma aceleração) e formulou o Princípio da Inércia, essencial para a grande síntese de Newton. Uma outra grande contribuição de Galileu foi quanto ao Método Científico, que ainda constitui a base de todas as ciências. Galileu ainda enfatiza a linguagem que devemos utilizar para descrever fenômenos naturais. Diz ele : ” O livro da Natureza está escrito em linguagem matemática “.


 Outro gigante foi um físico inglês de nome Sir Isaac Newton.

Durante os anos de 1666 e 1667, a ciência teve uma impulsão extraordinária. Nesse tempo Newton formulou o Cálculo   Infinitesimal (também conhecido como Cálculo Diferencial e Integral) da força centrípeta. Deu destaque ao Princípio da  Inércia, que levou ao desenvolvimento de toda a Mecânica, base da Física até a formulação da Mecânica Quântica e da  Relatividade no seculo XX.

 “Ainda hoje é valida toda a Mecânica Newtoniana para a nossa “Física do Dia a Dia”, mas para objetos muito pequenos ou muito grandes ela é falha, fato que levou a outras formulações como a Mecânica Quantica e a Relatividade…”

A sua formulação explicou, de maneira relativamente simples (à partir de 3 leis), todo o movimento, desde os objetos que temos na Terra, o modo como um projétil se propaga, até corpos celestes, como o movimento da Lua e dos planetas.

“Bem, falamos muito sobre essa época… e onde entram os átomos nessa história?”

Bem, essa mecânica e esses esclarecimentos são importantes para nossos futuros assuntos. Newton, em seu livro sobre Óptica, escreve sobre suas concepções atômicas:

“…no começo formou a matéria de partículas sólidas, maciças, duras, inpenetráveis, de tais tamanhos, com tais figuras e propriedades…”


Para Newton essas partículas possuiam certos “princípios ativos”, não estavam sujeitas apenas a “forças passivas” e eram governadas por leis gerais da natureza, da qual as próprias coisas são formadas.

“Bem por hoje ficamos por aqui… Na próxima semana vamos dar um salto para os anos de 1800, onde veremos o advento da física moderna e finalmente poderemos responder: Será que o átomo realmente é indivisível?”

Um abraço a todos e uma ótima semana.

Autor: Carlos Maciel
Revisão: Luciana

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